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Resenha: Pedagogia da Autonomia (Paulo Freire, 1996)

    Em seu livro Pedagogia da Autonomia (1996), Paulo Freire pretende delinear saberes e práticas que considera indispensáveis a educadores críticos, progressistas, éticos e humanos, desafiando a atual e estrita compreensão do senso-comum do que seja educação e do que seja aprender. Ensinar, verdadeiramente, não é transferir conhecimento, mas criar a possiblidade nos educandos de construir esse conhecimento. Docência e discência não são objetos um do outro, e sim partes integralmente componentes da experiência do ensinar e do aprender, num processo que Freire denomina como “dodiscência”. Aprender sempre precede o ensinar, e a pratica de ensinar-aprender é uma experiência total, diretiva, politica, ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética.   1.       A CURIOSIDADE A primeira qualidade essencial que o professor e o aluno devem ter é a curiosidade. A curiosidade do aluno, primeiramente ingênua, deve, através da escola, critici...

Reflexão: Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1931)

            O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova foi escrito em 1931, mas os problemas e soluções apresentados em seu texto continuam extremamente atuais. A intersecção entre os temas tratados nele e os discutidos em nossas aulas de POEB são inúmeras.             O Manifesto inicia por dizer que, de todos os problemas nacionais, a educação é o mais importante e o mais grave – ela é a base das gerações futuras de um povo que, por sua vez, graças a ela terão condições de resolver os demais problemas do país. No entanto, a organização escolar do Brasil em 1932 (e, não muito diferentemente, hoje) era incapaz de lidar com as “necessidades modernas e necessidades do país”, principalmente porque o sistema educacional encontrava-se fragmentado e desarticulado. Todas as propostas de reforma do ensino até a publicação do Manifesto eram parciais, isoladas, sem uma visão global do...

Tradução e Resumo: Clay and Glazes for the Potter (Parte 1)

Tradução e Resumo do livro Clay and Glazes for the Potter de Daniel Rhodes, indispensável para qualquer ceramista e, infelizmente, sem tradução para o português. PREFÁCIO A técnica da cerâmica tem um potencial enorme – capaz de grande beleza de formas, cores e texturas. Ela é única não só pela variedade de resultados, mas pela durabilidade e utilidade também. Mas para poder lidar plenamente com o material, o ceramista deve ter, além da criatividade, um extenso conhecimento técnico da cerâmica. O presente trabalho pretende possibilitar que o artista experimente com a cerâmica de forma inteligente e com o mínimo de perdas possível. O conhecimento técnico é um pré-requisito necessário para a realização de escolhas livres e criativas em cerâmica. P ARTE 1: ARGIL A A argila é um material simples – é abundante, barato, de fácil aquisição e preparo. Mas é também temperamental – sua plasticidade varia muito, e argilas boas para uma coisa, não funcionam para outra. As maiores di...